Sete de setembro marca um dia de grande saudade para o arquipélago de Maiandeua, para o carimbó, e para todos que tiveram o privilégio de conhecer e aprender com Francisco Paulo Monteiro Braga, o querido Chico Braga.
A data que celebra a "independência" do Brasil é também a que registra o encantamento do mestre, um homem simples, mas de alma grandiosa, que dedicou sua vida a transformar o cotidiano em poesia e música.
Chico Braga chegou a Algodoal ainda menino, mas foi na maturidade que se tornou um verdadeiro pilar cultural da ilha e da região Norte.
Morando nas dunas da Princesa, seu despertar era embalado pelo canto dos pássaros, que ele transformava em melodia. "Duna do Funil" é um dos muitos legados musicais que ele deixou, refletindo a serenidade e a profunda conexão que sentia com a natureza ao seu redor.
Com mais de 500 composições, Chico Braga não apenas criou música; ele criou uma identidade, uma memória coletiva que continua a ecoar nas rodas de carimbó e nas vozes daqueles que o lembram com carinho.
Seu amor pelos animais, herdado de seu pai, e sua alegria em viver na simplicidade, fizeram dele uma figura cativante, cuja presença é sentida mesmo após sua partida.
O encantamento de Chico Braga foi um retorno ao sagrado, à terra e ao mar que tanto amou.
Mas sua essência continua viva em cada toque de curimbó, em cada canto de pássaro ao amanhecer, e nas histórias contadas nas areias de Algodoal.
No dia 7, celebramos não apenas o que ele foi, mas o que ele ainda é: um símbolo da força cultural de um povo e uma fonte eterna de inspiração.
Que a música de Chico Braga continue a tocar nossos corações e a guiar nossas almas, lembrando-nos sempre da beleza que ele viu no mundo e que, com generosidade, compartilhou conosco.
O mestre pode ter se encantado, mas seu legado permanece, eterno como as dunas e o mar que ele tanto amou.
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